'...Leva na brincadeira, Não me leve a mal, Nem tudo é de primeira, Nem tudo é banal .
Menina Marina
' Senhor eu nunca mais serei a mesma , pois o teu amor me libertou . ande comigo Deus até mesmo em palavras . '
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Cuide-se Marinah .
Minha menina, será uma pessoa normal capaz de derramar tantas lágrimas assim? Não sofras tanto. A quantidade de lágrimas é proporcional a de sofrimento, e se choras assim já posso imaginar o que se passa aí dentro. Não precisas temer tanto, menininha. As coisas sempre vêm na sua hora e nada que se faça pode evitar. É lei. Será medo esse sentimento que te toma? Se for, é preciso que além dele se faça presente a coragem. Cada escolha que fazemos nos gera conseqüências, e disso tu nunca poderias ter esquecido. É preciso que haja coragem para enfrentá-las, elas nem sempre são tão boas assim. Minha pequena, a vida nos impõe armadilhas e é necessário que tenhamos devida atenção para não cairmos em tais. E pelo que vejo, tu não se lembraste deste detalhe também. Mas todos estão propícios ao erro, tu não serás a exceção. Mas o erro traz consigo a aprendizagem. E um erro não precisa ser repetido. Mas se te protegeram tanto posso ver que a culpa não é dada somente a você, minha menina. Impediram-te de sentir dor e até de sofrer, que deve ser uma escolha sua, não te deram a oportunidade. A dor e o sofrimento nos permitem crescer. Mas nem tudo está perdido. Enxugue as lágrimas, levante a cabeça e enfrente com coragem o que vier para ti. É preciso sempre que estejamos atentos às escolhas que fazemos, é preciso que tenhamos força suficiente para agüentar as conseqüências de nossos atos. E disso, te peço que nunca esqueças.
na madrugada o silêncio grita
" a lembrança dói. meu cérebro tenta descobrir onde fica exatamente a dor, mas logo desisti porque tudo dói. estou cansada de viver como se já fosse uma pessoa adulta e madura, gostaria de voltar a ser criança - uma garotinha de seis anos que caiu da bicicleta. gostaria de fazer cara de choro e correr aos berros para cozinha, onde minha mãe me erguia do chão, me daria um forte abraço e beijaria meu joelho esfolado. eu pararia de chorar e tomaria leite como chocolate para dor passar. essa é uma das coisas que não nos ensinam quando falam de crescer : como lidar com as dores que não passam com um beijo. quando somos crianças achamos que tudo tem solução. um brinquedo quebrado tem conserto. alguém acende a luz e nosso medo de escuro desaparece. crescer talvez signifique tomar consciência que a vida não é bem assim. os contos de fadas mentem, nem sempre temos como ser salvos. "
" toda a minha raiva, mágoa e tristeza entraram em ebulição, e delas fluiu um líquido que deixei aflorar na forma de um mar de lágrimas. fazia tempo que vinha reprimindo essas coisas. naquele momento extravasei. chorei como nunca. alguns erros podem ser mais dolorosos do que outros. seria muito bom poder desfazer um ou dois dos mais dolorosos. os erros deviam ser iguais a desejos reversos. a gente devia ter o direito de desfazer três erros de nossas vidas ... subi para o meu quarto me atirei ao travisseiro e chorei. se alguém me pedisse para dizer por que razão, eu não saberia. eram meus sentimentos extrapolando meu corpo novamente. o que estava acontecendo comigo ? eu tinha a impressão de que não havia lugar no mundo para mim ... no começo, pensei que houvesse algo errado comigo. faltava algo, eu nem conseguia chorar. mas depois me dei conta de que chorar significaria desistir, e que, se eu desistisse admitiria estar chorando tanto por mim quanto por ele. de qualquer modo de que adiantaria chorar quando todas as lágrimas do mundo não mudariam a situação ? "
( livro: soul love - a noite o céu é perfeito )
Olhos vermelhos de tanto chorar, rosto cheio de olheiras, um olhar de derrota e desânimo, a expressão facial é de sofrimento ... e por dentro a situação é pior ainda. existe apenas um espaço oco, um vazio. e nesse vazio só resta um coração, quer dizer, partes dele pois está totalmente partido. enquanto a esses pedacinhos que existem, estes continuam batendo perdidamente por você ... a alma chora com desespero, chora de solidão. sofre por não ter para onde correr, por não ter que a entenda, por estar cansada de lutar. mão lugar onde encontre refúgio, não existem soluções. decididamente cheguei a seguinte conclusão: no mundo não há espaço suficiente para mim ... me diz só uma coisa por favor, me diz um lugar onde enconte a felicidade, a única coisa que quero saber é onde ele está.
não consigo me acostumar, sem você aqui comigo não dá. não posso te esquecer, por mais que eu tente não consigo. o dia todo tento me ocupar com outras coisas, faço de tudo para não ficar parada, para não ter tempo nem de pensar porque pensar dói. mas quando chega a noite, quando me deito em minha cama para dormir ... o sono não vem, as lágrimas inudam meu rosto e enxarcam meu travesseiro. na minha cabeça só vem você, por mais que eu tente sua imagem não sai da minha mente. como tudo pode acabar assim ? e todos os nossos planos ? e as sua promessas ? nenhuma delas foi cumprida, nenhum dos nossos planos está se concretizando ... ah como sinto sua falta, sinto uma saudade enorme de você. e agora, quem vai me abraçar me pedindo para não chorar quando a saudade bater ? quem vai me ligar só para me dizer quanto me ama ou apenas para saber como estou ? quem vai me deixar feliz com um simples sorriso, com um simples abraço ou somente com um olhar ? cadê você aqui comigo ? por que me prometeu que ia ser para sempre se iria ser assim ? quer dizer que agora já não me ama mais ? tudo foi apenas uma ilusão ? agora vai procurar outra garota para fazer as mesmas falsas juras de amor ? ... há quanto tempo não nos falamos mais, eu não faço a mínima ideia do porque. sinceramente eu não sei aonde foi que eu errei.
" odeio simplismente o fato de não conseguir te odiar ... "
Sabe amigo, resolvi que desistirei de você. Tu me mostraste que queres ir e eu resolvi que é necessário que eu permita que partas. Sim, é preciso que eu permita. Contra a minha vontade te daria todos os motivos que tenho para que fique. Pois é... eu dei não e foi o suficiente pelo que vejo. Já não me resta mais nada além de concordar em te deixar partir. E quando me refiro a ‘partir’ não digo pra outro lugar, digo pra outra vida. Na minha há quem apareça para ocupar teu lugar. Todos são substituíveis, e você não é exceção, é regra. Pode ser que a minha decisão dure minutos, dias ou até mesmo anos. O tempo certo não sei dizer, mas é preciso que aconteça. Teu erro foi ter dito que me amava, que era comigo sempre que eu precisasse. Teu erro foi ter exagerado no tamanho dos teus sentimentos. E por te oferecer um amor, assim sem motivos, pensei que a mim também poderia ser dado nas mesmas circunstâncias. Te provei minha amizade, mas quando a recíproca foi necessária me negaste o ombro. Tu vais e me deixa com a mente limpa... se errei não foi contigo. Deixas tudo igual por aqui, mas não acredito que assim vai estar quando decidires voltar. E eu sei que vais voltar. Toma teu caminho e as conseqüências de tuas decisões. Mas saiba que não é tão fácil pra mim ter que aceitar como foi fácil pra você desistir.
O tempo que muda quase tudo é o mesmo que põe as coisas no lugar.
Que eu possa também abrir espaço pra cultivar a todo instante as sementes do bem e da felicidade de quem não importa quem seja ou do mal que tenha feito para mim. Que a vida me ensine a amar cada vez mais, de um jeito mais leve. Que o respeito comigo mesma seja sempre obedecido com a paz de quem está se encontrando e se conhecendo com um coração maior. Um encontro com a vontade de paz e o desejo de viver.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Preciso
Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportaveis.
(Caio Fernando Abreu)
Neguinha
Mas seus olhos não mentem o cansaço da espera e a tristeza de estar solta, e você fica feia. É ter a sensação de que ninguém te olha, pelo menos não como você gostaria de ser olhada. Estar sozinha é estar solta e, no entanto, é estar amarrada ao chão porque nada te faz flutuar, sonhar, divagar. Estar sozinho, ou estar sozinha, pode acontecer com qualquer um. E você torce para que aconteça com a sua melhor amiga, ou com aquele homem que você gostaria de experimentar como uma pílula para a sua solidão. Estar sozinha é não suportar ouvir a palavra solidão porque ela faz sentido. E o sentido dela dói demais. Estar sozinho é ter uma risada nervosa, de quem segura um grito e um choro enquanto ri. Um riso falso para se convencer de que é possível ficar sozinho sem ficar deprimido […] É conferir a caixa de e-mails com uma freqüência que beira a compulsão. É chorar do nada. É acordar do nada.
(Tati Bernardi)
terça-feira, 24 de maio de 2011
Parentesco da alma
"Mais tarde eu saberia que certas experiências se partilham - até mesmo sem palavras – só com gente da mesma raça. O que não significa nem cor, nem formato de olho, nem tipo de cabelo, mas o indefinível parentesco da alma."
E se fossemos além .
E se fossemos além, só um passo à frente?
Se fossemos mais fundo, somente um pouco a mais do que já fomos?
E se olhássemos além do que vemos, apenas alguns segundos, olhos nos olhos daqueles olhos que desviamos?
Se abandonássemos o caminho dos pés, que por vezes nos fazem tropeçar?
E se déssemos ouvidos aos lugares comuns ouvidos na infância?
E se ouvíssemos um segundo a mais, antes de formar a cega resposta que mais tarde será a causa da dor?
E se ao invés do primeiro, nos permitíssemos chegar em segundo, terceiro ou outro lugar em qualquer lugar que fosse?
Se o que valesse fosse apenas chegar, e chegando festejar, e festejando sorrir, e sorrindo abraçar quem nunca desejamos.
E se mudando de caminho, nos encontrássemos a nos mesmos, á margem, com todos os velhos sonhos, músicas, e amigos?
De que tamanho seria a dor se percebêssemos que estamos longe do que fomos?
Que nossos pés nos enganaram e nossos olhos mentiram?
Se repentinamente, buscássemos as diferenças?
Se os dentes afiados se transformassem em beijos de boas vindas?
Se escolhêssemos aprender sem dor?
Ainda seriamos os mesmos.
Se fossemos mais fundo, somente um pouco a mais do que já fomos?
E se olhássemos além do que vemos, apenas alguns segundos, olhos nos olhos daqueles olhos que desviamos?
Se abandonássemos o caminho dos pés, que por vezes nos fazem tropeçar?
E se déssemos ouvidos aos lugares comuns ouvidos na infância?
E se ouvíssemos um segundo a mais, antes de formar a cega resposta que mais tarde será a causa da dor?
E se ao invés do primeiro, nos permitíssemos chegar em segundo, terceiro ou outro lugar em qualquer lugar que fosse?
Se o que valesse fosse apenas chegar, e chegando festejar, e festejando sorrir, e sorrindo abraçar quem nunca desejamos.
E se mudando de caminho, nos encontrássemos a nos mesmos, á margem, com todos os velhos sonhos, músicas, e amigos?
De que tamanho seria a dor se percebêssemos que estamos longe do que fomos?
Que nossos pés nos enganaram e nossos olhos mentiram?
Se repentinamente, buscássemos as diferenças?
Se os dentes afiados se transformassem em beijos de boas vindas?
Se escolhêssemos aprender sem dor?
Ainda seriamos os mesmos.
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