Menina Marina

' Senhor eu nunca mais serei a mesma , pois o teu amor me libertou . ande comigo Deus até mesmo em palavras . '

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Neguinha



Mas seus olhos não mentem o cansaço da espera e a tristeza de estar solta, e você fica feia. É ter a sensação de que ninguém te olha, pelo menos não como você gostaria de ser olhada. Estar sozinha é estar solta e, no entanto, é estar amarrada ao chão porque nada te faz flutuar, sonhar, divagar. Estar sozinho, ou estar sozinha, pode acontecer com qualquer um. E você torce para que aconteça com a sua melhor amiga, ou com aquele homem que você gostaria de experimentar como uma pílula para a sua solidão. Estar sozinha é não suportar ouvir a palavra solidão porque ela faz sentido. E o sentido dela dói demais. Estar sozinho é ter uma risada nervosa, de quem segura um grito e um choro enquanto ri. Um riso falso para se convencer de que é possível ficar sozinho sem ficar deprimido […] É conferir a caixa de e-mails com uma freqüência que beira a compulsão. É chorar do nada. É acordar do nada.

                                         (Tati Bernardi)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Parentesco da alma




"Mais tarde eu saberia que certas experiências se partilham - até mesmo sem palavras – só com gente da mesma raça. O que não significa nem cor, nem formato de olho, nem tipo de cabelo, mas o indefinível parentesco da alma."

E se fossemos além .


E se fossemos além, só um passo à frente?
Se fossemos mais fundo, somente um pouco a mais do que já fomos?
E se olhássemos além do que vemos, apenas alguns segundos, olhos nos olhos daqueles olhos que desviamos?

Se abandonássemos o caminho dos pés, que por vezes nos fazem tropeçar?
E se déssemos ouvidos aos lugares comuns ouvidos na infância?
E se ouvíssemos um segundo a mais, antes de formar a cega resposta que mais tarde será a causa da dor?

E se ao invés do primeiro, nos permitíssemos chegar em segundo, terceiro ou outro lugar em qualquer lugar que fosse?
Se o que valesse fosse apenas chegar, e chegando festejar, e festejando sorrir, e sorrindo abraçar quem nunca desejamos.

E se mudando de caminho, nos encontrássemos a nos mesmos, á margem, com todos os velhos sonhos, músicas, e amigos?
De que tamanho seria a dor se percebêssemos que estamos longe do que fomos?
Que nossos pés nos enganaram e nossos olhos mentiram?

Se repentinamente, buscássemos as diferenças?
Se os dentes afiados se transformassem em beijos de boas vindas?
Se escolhêssemos aprender sem dor?
Ainda seriamos os mesmos.

madrugada fria

Tantos planos modificados sem me consultar. Ele parecia não se importar se eu sofria. Nunca pude ter uma conversa razoável, até porque, ele não admitia ser questionado. Mudo e sempre certo do que fazia, seguia egocentricamente silencioso. Lembro de muitos dias e noites em que eu chorei, reenvindicando respostas que nunca chegaram. Tantos soluços e nenhum sinal, nada. E eu, que sempre fui cheia de argumentos, ficava cada dia mais quieta. Passei a tentar preencher meu dia com mais horas de fuga. Guardei aquele frio na barriga dentro da gaveta, embrulhei os sonhos para presente e escondi as letras fora das palavras (nessa época a música parou). Andava estranha, era quase uma condenação sem direito a julgamento. Engolia meus discursos a seco. Olhava para os machucados, que agora já eram cicatrizes e pensava: tenho que aprender algo com isso.
Um dia, desisti de querer questioná-lo. Daí em diante tentei outra estratégia. Passei a não procurar mais as coisas simétricas, adcionei meu sorriso aos favoritos e entendi que serpentinas podem ser jogadas a qualquer hora (pra que esperar pro carnaval?). Marquei encontro com a escrita encontrando assim à salvação. Hoje estou de malas prontas. Quero e vou seguir para o amanhã que acontece. Cabeça inclinada em um sentir transbordante (alegrias que pingam no chão). Olhares travessos como criança que passou o dedo no bolo e paz, muita paz. Apesar de inaugurar um caminho diferente, ele ainda caminha comigo. Continua silencioso, mas aprendi a conversar com ele em libras. E entre sinais e intuição seguimos juntos... Afinal, como poderia viajar, sem  levar comigo MEU DESTINO.

[Enlacei as mãos. Não há mapas de fronteiras em mim agora.]

O Café está na mesa

Intenção servida quente.

"Esnobar
É exigir café fervendo
E deixar esfriar"
[risos]
“Às vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi, depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer. Ou havia? Ah, como não sei responder as minhas próprias perguntas! É possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo.”

Caio F.
"– Sabe por que chove, pai?


– Para diminuir o calor?


– Não, é para o mar pensar. Ele não consegue pensar com tanta gente dentro dele."

segunda-feira, 23 de maio de 2011

o que presta pra mim é a afeição

Um dia prometemos que tudo não passaria daquela porta,
mas a porta não existe quando eu preciso que você esteja do lado de fora já que o meu lado de dentro implora pelo teu corpo…
Eu olho toda vez para aquela foto nossa que não existe, penso naquelas flores que você nunca me deu e nos dias de parque que nunca tivemos… e eu penso como pode você ser um cara tão idiota e eu ainda assim querer o teu beijo imbecil, querer esse teu corpo cheio de parafernalhas, roupas ridículas e cheiro de cigarro.
Eu almoço e janto com a vontade infinita de te dizer tantas coisas sabendo que você é a única pessoa que não me escuta, e que diz tudo aquilo que não está escrito em lugar nenhum ou alguém algum dia pronunciou.
Você, é a sombra da minha coberta no meu corpo carregado de medo de nunca te ter, e te de ter.
Eu quero ir embora só pra poder pedir mais uma vez pra você deixar minha vida em paz, pra você deixar meu corpo em paz, minha pele, minhas entranhas e meu sangue, que ferve como se sua droga estivesse em mim.
Na verdade eu não consigo sair de você. Não consigo sair desta submissão imensa que existe entre meus joelhos e o teu chão, bem abaixo no seu queixo, onde eu fico.
Eu percebo que não me satisfaz o pouco que você me dá, como se fosse uma criança num balanço sem ninguém pra balançar, fico feito uma alegria que não completa numa gangorra sozinha. Eu só queria que, tomar um copo de leite no café da manhã, importasse mais do que ver teus olhos banhado num ego esquisito que eu massageio por pura inocência, ver teus dedos fitando meu corpo querendo apertar minha alma enquanto eu esqueço seu sobrenome e penso por que é que eu não te dou um soco na boca? Isso é menos do que você merece!
Por ser um cara com idade pra ter uma vida decente e ainda assim gastar suas horas atrás de idéias insanas pra me por em cima da mesa feito um prato feito no seu jantar.
Eu vou parar de ter estes sonhos com você. Eu vou abrir o ralo da sua pia e te deixar rodando até sumir pra sempre da minha vista junto com a água.
Eu vou berrar seu nome com tom de mãe que está brava e com vontade de te arrancar os cabelos. Eu vou lembrar que você não vale nada e parar de te colocar nas minhas orações, dentro dos corações desenhados no papel. Eu vou cantar músicas que não me lembrem que eu quero você, quero você, quero desesperadamente você. Ainda que toda sua bagagem seja somente uma etiqueta me avisando que você é o cara anti-social que não acredita em nada.
Eu vou parar de te escrever, de falar com você. Eu vou deixar pouco a pouco de existir, até sumir este elo invisível entre os nossos dedos. Aí quem sabe, eu possa comer um chocolate com mais prazer, eu possa respirar sem segurar o choro, eu possa rir de ser uma canção sem refrão. Estarei livre do cara que sempre esteve livre de mim, ainda que ele existisse dentro de cada palavra descoberta no meu vocabulário.

Fui Roubada de mim .

Sem a pretenção de ocupar a casa,
sentei-me naquele chão desarrumado dos passos.
Estava tudo tão vazio,
parecia que eu havia sido saqueada.
Cômodos invadidos,
paredes com danos irreparáveis.
No cantinho do riso,
não havia ninguém à sorrir.
O espelho do banheiro,
não estava mais despenteado pela manhã.
E a cozinha, 
já não adoçava mais o meu café.
Sentia-me num vão,
sem teto da minha própria emoção.

sempre comigo

Depois de contar, eu fui procurar
A verdade é que fico bem melhor em sua companhia
E assim por conta própria e auto risco, eu fui
Fui e me cavei por dentro até o osso, até tudo ficar exposto
Não me apetece a superfície, nem o óbvio
Eu me irrigo de continuações e poucas rotinas
Tem dias que fico repleta de coisas silenciosas a me beliscar a alma, Não faço idéia se tem nexo ou cadência viver assim
Vivo trafegando nessas vontades que correm sozinhas
Talvez por isso eu tropece até nas perguntas mais básicas
Desde pequena as coisas brincam de esconde-esconde comigo, Sigo contando... 405...406 ...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Medo X Amor



Onde há medo, não há certeza de ser amado.


Toda área da sua vida onde você ainda tem medo, é uma área onde você ainda não sabe o quanto Jesus te ama.

O verdadeiro amor lança fora o medo. Se há medo, não há fé.

Se há medo, não há a certeza de que você é amado(a) naquela área.

Por outro lado, se há a certeza, não há medo.

O medo desaparece quando há a certeza de que somos amados naquela área.

 

Do quê você tem medo?

Muitos solteiros e solteiras sentem medo de ficar só…

Mas se você sabe o quanto Jesus te ama nessa área sentimental, se você sabe o quanto Ele quer a sua felicidade nessa área, então há uma CERTEZA no teu coração, a certeza de que Ele quer te dar a melhor companhia para viver ao seu lado nessa vida. A certeza de que Ele te ama, e de que Ele está no CONTROLE dessa área da sua vida também.

Aí o medo some, desaparece!

Porque?

Porque a certeza e a fé invadem o teu coração, e destroem completamente o medo!

Temos que descobrir e confrontar os “medos” que se escondem dentro de nós… eles se escondem porque sabem que terão de fugir na hora que o amor de Deus entrar dentro de nós… eles se escondem em determinadas áreas não resolvidas dentro de nós, porque? Porque eles querem permanecer, querem continuar no controle das nossas emoções… mas nós não podemos aceitar isso. Nós não podemos aceitar viver com medo em nenhuma área das nossas vidas, sabe porque?

Porque o Verdadeiro amor lança fora o medo:

1 João 4:

16. E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.


17. Nisto é em nós aperfeiçoado o amor, para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança; pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo.

18. No amor não existe medo; antes, o perfeito (verdadeiro) amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.


19. Nós amamos porque ele nos amou primeiro.

 

Se Jesus já nos amou, e nos ama tanto… então porque nós aceitamos viver com medo? Porque nós aceitamos a dúvida, a incerteza de sermos amados ou não? Porque aceitamos que os medos continuem sendo nossos “conselheiros” falando em nossos pensamentos?

Decida agora, e não aceite mais viver dessa forma.

Ore a Deus assim:

“Senhor, em nome de Jesus, eu te peço que me revele o quanto o Senhor me ama… Te peço que me mostre o teu amor por mim, me mostre, me faça ver, me faça enxergar! Eu quero saber, e quero experimentar o teu amor… Em nome de Jesus, Amem!”

Tenho certeza que, assim como o Senhor tem feito comigo, Ele também vai fazer com você: Ele vai te revelar o quanto Ele te ama!

Vale a pena confiar no amor de Deus por nós!

Ele é fiel.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Vazia

Eu até poderia escrever aqui sem parar . é que ando meia vazia , cheia de pensamentos que ainda estão inconcretos e não acho que seria interessante posta-los . talvez mudem , talvez se solidifiquem . ou talvez permaneçam intactos aqui em mim.